quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Sete de setembro em Lar doce lar


Feriado de 7 de setembro num meio de semana e não mais que 24 horas de descanso.
Dia comemorativo da Independência do Brasil marcado pelos tradicionais desfíles cívico-militares.
Ano com protestos em todo país. Jovens compuseram um contigente maior que propriamente dos cidadãos que saíram na manhã pra cortejar as entidades, os grupos e as tropas com suas armaduras e armas.

Bem, por aqui na região valeparaibana e serrana preferi ir pra natureza. Haviam opções de quase todos os lados no tradicional raio de 50Km de São José com excessão da área Oeste do município. 

Foi o cunho capilar (das pequenas artérias de estradas municipais) que ainda não havia percorrido que definiram o roteiro. A SP-50 sempre me recebe bem e por ela seguí.

Não haveria o gate de largada comumente presente nas corridas pedestres. Estava alí com todo o tempo do dia e as opções que quisesse. Fiz a semi-volta da Rua do Contorno onde estacionei. Saí pra levantar o trecho do Bairro dos Remédios em São Francisco Xavier, distrito onde poucos dias antes estive.
 Inúmeras palavras marcaram a cicloescalada até o Portal do Equilibrium. 


Dalí mais outras duas ramificações.
Dentre as novas amizades 3 garotos na saída e outro na volta. Em especial o "Amigão" um lindo cachorro com característica de um Labrador...com pelagem clara. Não desgrudou. Foi o cão que mais facilmente colou na minha companhia...

Seguí rumo ao centro do distrito.
Agora o Morro dos Ventos Uivantes seria o próximo objetivo. Assim foi. Subida marcada por sinais de asfalto que começam a tomar conta dos trechos mais íngrimes dos bairros que tornam-se urbanos ao passar dos dias, ao passar das gestões municipais, infelizmente. Fui pra outro capilar de estrada. permití uma pausa que permitiu uns minutos e desligamento. Meditação...

Retomando da curva, já íntimo do meio dia, estacionei a bike na porta de um dos restaurantes pra fazer a refeição. Já tinha decidido que passaria o dia em São Francisco Xavier e sem pressa alguma curtí cada momento. A praça como centro de tudo me recebeu num de seus bancos para um cochilo de aproximadamente uma hora...uma boa música fez presença. Mantra da criação e demais do álbum. O banco da praça virou rede!


Rumei no 2o. período do dia pra região do Pouso Frio e Varjão. Passei pelo Bruxinhas do Mato e o maravilhoso percurso arborizado da Volta do Machado (também conhecida pelo grande amigo Edsinho do Sesc e esposa). Subí o "capilar" do Pouso Frio e de lá fui até o Varjão. Não encontrei um antigo acesso que levaria rumo Oeste pra artéria principal que liga o distrito à Joanópolis...mas, seguí por alguns quilômetros ouvindo o barulho de um calmo curso d'água nos seus aproximados 830m de altitude. Logo a frente encontrei uma bela, pequena  e calma cachoeira. Não tive como dizer não.

Desse ponto em diante observei que minha "Caloi E" passa a fazer parte de uma nova fase do pedalar. Um pedalar mais tranquilo, menor quilometragem e menor cobrança. Foi a primeira vez desde março passado que sentí a nova bicicleta como um "puro sangue". Subiu os desníveis de minha cidade natal de forma firme, consistente e desbravando novas paragens.

Natureza, observação, respiração, integração, meditação, desapego da cidade, de equipos, de algumas peças de roupa pra poder pisar no chão e entregar ao meio. Percebí o quanto a natureza e seus sons são fatores que facilitam a concentração.

Seguí ao Varjão. Desse encontrei limites particulares. Respeitei-os.
Voltei ao curso paralelo onde as águas descem rumo ao Rio do Peixe.

Na chegada contornei a praça em ritual clássico e permití um sorvete de massa sabor banana e morango.
Noutro contorno alguns amigos do Sesc.
Dalí voltei pela SP-50 e pro meu bairro de Santana.

Preferí um 7 de setembro sem Independência ou Morte e sim Liberdade e Vida.
Não fiz questão de instituições e ou "facções" urbanas. Preferí a natureza. Preferí a não violência.

Pude adentrar alguns restantes capilares de estradas de terra municipais e me entregar ao som do lugar. Quando percebi um dos poucos sons que me "se é que tiravam a atenção na fase meditativa" era de um ou mais Pica-paus.

Liberdade e Vida
pra viver,
respirar,
integrar,
permitir,
hoje e sempre.

Nasmastê.

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