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domingo, 12 de junho de 2011

Ciclo do Ouro


Na paragem em que mais fotografo do que respiro, a presença do Espírito Santo foi fácil de se ver...de sentir...a Serra de Ouro Branco foi o maior sinal...


O retorno pra Ouro Preto trouxe-me o desafio de avançar prás serras de lá, e conhecer um bocado da ER (Estrada Real) seu cerrado maravilhoso.
As estradas logo aqui na divisa com Sapucaí até o limite do olhar no observatório Astronômico da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) prá além das minas: pros anéis de Saturno e a bela Lua quase cheia num sábado de noite.

O cerrado me impressionou e as esquinas, não do "Clube" mas, dos marcos que identificam o Caminho da Estrada Real me deixaram apaixonado em querer ir além.
Realmente a ER já está nos planos após o tour na cordilheira.

Já em solo de Cachoeira de Minas, não resistí e pedí pra "encher um saco" de biscoitos de polvilhos...e logo após... ouço Lenha do Zeca Baleiro e em Monteiro, Paisagem da Janela do padrinho Beto Guedes.

Nos aproximados 1250 Km rodados em dois dias...fica aqui o desejo em voltar pra lá...não como motorista de carro e sim, viajante em duas rodas ou em duas botas.

Minas é ouro
Minas é Romance (by Flavio Venturini)
Minas é eterna
Minas eu vou!
Hoje eu fui...

P.S. - meu abraço ao simpático e acolhedor casal Baiana e Éder que trouxeram o convite pra visita no Museu da Ciência e Técnica/Escola de Minas/UFOP - Ouro Preto. Agradeço também ao escorpião identificado no céu...pelas estrelas da noite de ontem.

Mais registros de passagem:

Em Ouro Preto, Besouro Branco é rei!

 
Luz da Praça Tiradentes
 E antes de dormir, um registro em alta exposição numa noite de Lua Cheia: 
Pico do Itacolomí às 22h44min do dia 11/06/2011


 Numa próxima, vou pedalar...


Como um ciclo, fechei uma trajetória muito importante.

Sobre a Estrada Real: http://www.estradareal.tur.br/
Sobre o Parque Estadual de Ouro Branco: http://www.revistaecologico.com.br/materia.php?materia=MjU2

sábado, 11 de junho de 2011

Ouropretando


Pedra do Itacolomí


BR-116, amanhecendo...GPS...estrada...rumo a Serra do Espinhaço...


Novamente estou na cidade onde fotografo mais que respiro: Ouro Preto.
Aqui é fácil fazer fotos e ter resultados satisfatórios quando não excepcionais!


E imaginem essa pia pra lavar louça com visual da Pedra do Itacolomi...puts...lavaria louça pro resto da minha vida aqui...rs...




E agora, observatório astronômico, com essa Lua!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Rumo ao epicentro, de Minas: OURO PRETO


Amanhã vou ver ao vivo essa paisagem...
Do ouro
De Minas
Gerais.

Vou...
recarregar,
abençoar,
purificar,
cristalizar.

Ouro Preto, o coração de Minas!

Sesc pra quem é de Sesc.

Estrada pra quem é de estrada.
Minas pra quem é de Minas.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Parque Estadual do Itacolomi - Ouro Preto/MG


Ainda cursando o 3o. ano do Curso de História em meados de 1996, no auge da liberdade, no início da vida Hiking/Excursionismo, perguntei durante uma aula para a Profa. Valéria Zanetti sobre como chegar ao Pico do Itacolomí. Meu objetivo era chegar a Ouro Preto, seguir a pé rumo ao maciço e acampar por lá. Barraca, botas, e os olhos estavam com pouca quilometragem e muita coragem.

No feriado de Corpus Christ de 2010, após 14 anos, me aproximei definitivamente.

No primeiro dia na terra do ouro, amanhecer chuvoso. Não avistei o "gigante".
Fotografar tornava-se um desafio. Muita luz das nuvens que fechavam o tempo e gotas d'água no constante vai e vem da garoa fria.

Segundo dia...comecei a avistar o maciço. Fui até a portaria do Parque para reconhecer o local da partida para a conquista que parecia estar breve. O tempo melhorara.

Na manhã do 3o. dia em Ouro Preto acordei na cozinha e abri imediatamente a janela: lá estava ele...aparente, despido de nuvens.
Saí a pé pelas 07h30min. Em 15 minutos estaria na Portaria.
Antes dos funcionários chegarem aproveitei pra comer e ajustar equipo.

Ganhando uma carona para poupar os 5km de subida em estrada de terra, cheguei na Sede do Parque. O guia Luciano era o responsável por acompanhar o grupo de 6 pessoas.

Em poucos minutos iniciamos a caminhada. Os rapazes à frente, eu no meio e o casal mineiro fechava o grupo.

Após sair da estrada que também leva para o Morro do Cachorro, entramos numa trilha à direita. Pegadas de Irara avisavam que o caminho era por ali.



As escarpas apareceram no vão do corredor da trilha.


A paisagem transformava-se e eu realmente acreditava que estava indo pra um lugar divino. Os afloramentos rochosos nasciam diante dos meus olhos. Um dos componentes à frente falou: parece um Parque Jurássico!
Adentrávamos ali de fato na área mais nobre pro montanhista deixando a vegetação de maior estatura para integrar os campos de altitude.

O trecho agora era de subida íngrime. Ziguezagueando ganhamos altitude rapidamente. A garoa prosseguia. O primeiro obstáculo rochoso após o primeiro lance aparece. Numa espécie de cavalinho, transpomos o mesmo e à frente encontramos com 5 montanhistas que pernoitaram no alto da Serra. Um casal, uma jovem de seus 30, outro também assim e surpresa de uma experiente mulher: 68 anos na mochila que há 5 anos pratica o novo estilo de vida.
Dessa não exitei em pedir o rosto para que eu pudesse beijá-la oferecendo-lhe uma espécie de medalha.



Os campos de altitude e inúmeras flores nos assistiam rumo à subida final. O maciço começou ficar aparente em seu lado oposto ao conhecido pelo mundo nos cartões postais de Ouro Preto.

Aproximamos do Pico do Itacolomí e pude tocar e beijar a massa rochosa. Caminhamos rumo ao mirante ali próximo. A escalada sem equipo está proibida. Surpreendentemente o maciço possui um rasgo em seu meio. Há alguns anos (cinco deles) um par de trilhos com pedras foi desmontado. Serviam de caminho para que os aventureiros pudessem chegar ao cume com facilidade. Após uma morte nessa passagem de aproximadamente 10 metros de extensão, o corpo de bombeiros local desfez o caminho.

No mirante saltamos um vão que lembra o "pulo do gato" do Prateleiras. O vento lateral impunha medo para realizar a façanha. Com a ajuda do guia Luciano, me pus a saltar, e com sucesso!

Detalhe da foto: o indicador esquerdo assemelha-se ao formato do Pico visto lá de baixo.

Os minutos correram. A tradicional foto por todos era o presente para levar pra casa. Uma massa vinha em nossa direção e seguir de volta foi sem dúvida a melhor opção.




Durante a descida Ouro Preto ficou visível.

Detalhe da praça Tiradentes ao centro.


Os demais 3 aventureiros rumavam para uma descida mais ligeira. Assim dentre instantes fiquei acompanhado somente pelo guia. Pude descer com um cidadão nativo do ouro. Um menino que conhece desde criança a serra. Sua profissão de monitor de montanha possibilitou acompanhar diversos pesquisadores das universidades locais em trabalhos de campo ampliando seu conhecimento.



O guia: cidadão responsável por guiar visitantes e o conhecimento em seu quintal natural.

Falo agora sobre a ligação do homem com a montanha, com os cristais e com a vida.
Concluí que estava diante da pedra "Ita" e do menino "Colomi" (muito bem representado pelo Monitor/Guia Luciano).

Veja vídeos da jornada em:
http://www.youtube.com/user/andreluizdetoledo

André Luiz de Toledo


quinta-feira, 3 de junho de 2010

Nas trilhas do ouro da natureza de Ouro Preto


O meio diversificado para conseguir chegar no epicentro fez com que enfrentássemos terra, ar e um mar...mar de montanhas, afloramentos até avistar a Serra do Espinhaço.