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domingo, 31 de outubro de 2010

Um país e Lugares Comuns

O que teria em comum?
Não seria mais fácil o "país" em maiúsculas e "Lugares Comuns" o oposto? Digo que não!


A leitura do dia, neste 31 de outubro, dia de domingo, dia de eleição, dia da sessão de cinema do Sesc fecha como uma noite histórica na política brasileira e também pra leitura de qualquer cidadão que tem a dádiva de ter uma mínima consciência do que de fato é um real valor, um valor real.

A manhã iniciada com novos exercícios ou releituras cifradas de antigas canções dava cara pra compilação extra que viria...

Dentre as faixas do Van Halen pela manhã cheguei à uma do Midnight Oil que faz parte de um raro álbum que tenho onde "todas" faixas são prediletas.
A leitura auditiva da penúltima (One Country) é o meio para ilustrar a vitória à presidência da República com Dilma Rousseff. Boa tarefa: falar da eleição, do filme assistido e daí sugerir reflexões.

Antes da apuração final subí pra assitir a exibição do longa Lugares Comuns/2002/Drama/110min, no Sesc. O enredo traz um professor universitário que foi aposentado "forçadamenente". A frustração inicial leva-0 buscar o que de fato teve como lema de vida: fazer o que gosta!
Falo também de sua profissão nata de professor. Nas primeiras cenas diz que o aprendizado mecânico não leva pra muito longe. Da sala de aula, do seu íntegro amor por Lili, do galo Diego, dos manuscritos, do ideal de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, e do número 1789 em sua porteira, são passagens de destaque.

O professor universitário confronta-se com seu filho espanhol e técnico em informática que trocou seu amor pela escrita para tornar-se um "burguês" economicamente bem sucedido, mas, acomodado!
Comparação um tanto curiosa percebo aqui...rs.
Bem, escrevendo e vivendo o Vale estou!

A escrita permitiu que o protagonista mantivesse sua lucidez até o último dia de vida.

Lili é um capítulo a parte. Lilí em 40 anos sempre foi a predileta. Ela diria que preferia ver seu amor ir primeiro senão a solidão o levaria imediatamente junto.
Fred deixou nos manuscritos uma prova além da prática: um amor incondicional pela mulher de toda vida. Também chamado de "romantismo lúcido". Vale a pena pensar!

Após sair da sala, precisei de oxigênio pra respirar! O o filme tira o fôlego mesmo. Ouvi que na vida a arte é um caminho fundamental pra gente "ler" o mundo.

Que a primeira Presidente do Brasil faça como os protagonistas desse filme: olhe pra natureza e dela gere o perfume pros campos, pras pessoas.


Prêmios:
O filme foi premiado no Festival de Gramado 2003 com o troféu de melhor atriz, na seção latina, para a excelente veterana Mercedes Sampietro.

Não foi à toa que a produção já chegou por aqui ultrapremiada, pelos festivais de Havana, San Sebastian e Fribourg e merecidíssimos prêmios Goya de roteiro e atriz para a magnífica Mercedes Sampietro.


Mais em:
http://cinema.terra.com.br/ficha/0,,TIC-OI4410-MNfilmes,00.html


Sugestão de leitura musical:


Um país
Midnight Oil


Quem gostaria de mudar o mundo
Quem quer atirar a onda
Quem começa a trabalhar para o pão
Quem quer chegar à frente

Quem distribui a igualdade de direitos
que começa e termina a luta
E não rant e rave
Ou acabam escravo

Quem pode fazer duras conquistas
Caem como chuva de verão
Agora, cada homem deve ser
Que sua vida pode ser
Então não me chame a melodia, eu vou a pé

Quem quer agradar a todos
Quem diz que tudo pode ser feito
Ainda sentar-se no que a cerca
Ninguém me ouviu ainda

Não me chame de baby
Não fale em maybes
Não fale assim tem-beens
Cantá-la como deve ser

Quem ri de suas dúvidas irritantes
Deitado em uma mortalha de néon, correndo em volta
Só tenho que tocar em alguém
Eu quero ser

Então não me chame a melodia, eu vou a pé

Um país um
País um país

Quem quer se sentar ao redor
Vire para cima, vire para baixo
Apenas um homem pode ser
Que sua vida pode ser
Uma visão
Um povo
Um landmass
Estamos indefesos
Temos uma linha de vida

Um oceano
Uma política
Fundos Marinhos mentiras
Uma paixão

Um movimento
Um instante
Uma diferença
Uma vida
Um entendimento

Um país
Um entendimento

Transgressão
Redenção
Uma ilha
Um placemat
Um firmamento
Um elemento
Um momento
Uma fusão
Sim, e uma vez



Observação: tradução da letra acima será lapidada nos próximos dias. Grato.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Por onde andei em dia de eleição...

Mesmo com o tempo encoberto no Vale


A identidade tem como natureza a participação democrática

Tão importante quanto portar o título de eleitor e o RG foi portar a caixa preta digital
A singular hora de espera na fila foi suficiente pra focar no áudio das conversas de fila de sessão sempre cheia.



Dia de eleição é daqueles que o bairro recebe mais seus filhos que propriamente em dia de Natal.



Após um domingo de participação política (vide O que é Participação Política de Dalmo de Abreu Dallari) preparar a massa da lage do almoço, o bolo, o belo hábito de brincar com sobrinha tenho uma noite de segundona como nos velhos e bons hábitos de lapidar a casa.

Por falar onde andei, ou, quem por aqui andou?
Cliquei na estatística de acessos do último mês e ví algo interessante:

Visualizações de página por país


Brasil

693
Estados Unidos
23
França
20
Portugal
12
Canadá
4
Ucrânia
3
Reino Unido
1
Itália
1
Japão
1
Paraguai
1


Cá em bairro mineiro à uns 70 metros aproximadamente da margem do velho Paraíba fico a pensar em cada um cidadão que no último mês por aqui passou.
As keywords com certeza foram o chave para algum texto, imagem ou mesmo links citados.

Oceania, África, Ásia e o coração espiritual do mundo, a Índia ainda não passaram por aqui.
Aqui fica o desafio de chamá-los pra um chá!

Fecho agora com a bela faixa "Distant Seas" que Howe sintetiza sua alma e a do grupo que com ele faz do Progressivo Rock (Rock Progressivo) um estilo único. Um rock de conversa de um sábio pai com o pai de seu neto. Um rock pra ouvir, inspirar e sentir.

Visitantes de acolá um convite para mais um café com biscoito de polvilho ou uma xícara de leite gelado com farinha de milho.

Imagem de Nossa Senhora de Santana após recente restauração.


Por falar em restauro, quem sabe um milagre para que a Educação
saia do "estado" de alienação "continuada".



Em terra de palhaço, palhaçada e perna de pau -
onde não se pensa no coletivo -
pimenta nos olhos dos outros é refresco.

Sugestão da semana:

Curta Metragem: O Dia em que Dorival Encarou a Guarda (Parte 1 e 2)

http://www.youtube.com/watch?v=XC0Db_N9Ruo
http://www.youtube.com/watch?v=8lwa614LkfM&feature=related