terça-feira, 10 de novembro de 2020

Sem mandamentos - Oswaldo Montenegro

 

Sem Mandamentos - Oswaldo Montenegro - YouTube

Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos e serenos, de palavras soltas
Quero a rua toda parecendo louca
Com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje eu quero ver a bola da criança livre
Quero ver os sonhos todos nas janelas
Quero ver vocês andando por aí
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
Quero ver meu coração no seu sorriso
E no olho da tarde a primeira luz
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
Quero um carnaval no engarrafamento
E que dez mil estrelas vão riscando o céu
Buscando a sua casa no amanhecer
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
Rasgar a noite escura como um lampião
Vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
Pra escrever a música sem pretensão
Quero que as buzinas toquem flauta doce
Que triunfe a força da imaginação
Eu vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
Pra escrever a música sem pretensão
Quero que as buzinas toquem flauta doce
E que triunfe a força
Da imaginação

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Das ondas do rádio, a oração do amigo Guaracy, ao mantra, ao comentário, a minha janela e de volta ao Blog


No universo dos estudos atuais, da construção diária da cidadania, ouço a oração do amigo Guaracy Júnior que remete ao Mantra que há aproximados dez anos atrás, ficou eternizado em post que revisitei hoje, em plena quarta-feira de cinzas... cinzas do que passou e que semeia o hoje, o amanhã.
Ao redigir a devolutiva, recebo em minha paisagem da janela, um visitante que coloriu o céu chuvoso e me fez companhia por uns 5 minutos.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Tobinho, um companheiro

Foram inúmeras as formas carinhosas de te chamar nesse período de sete anos que você fez parte da minha vida e deixou um grande ensinamento de amor incondicional.

Tobi, Tobinho, Chewbaquinha, Peludinho, Bola de pelo, Fedidão, Mijão...e outros.

Você viverá eternamente em nossos corações: meu e da sua mamãe.

Trouxe-me uma nova percepção de mundo e de valorizar o convívio entre os casais, companheiros e com os seres vivos.

Você é uma nova estrela a brilhar no céu dos cachorrinhos!


terça-feira, 10 de abril de 2018

PARECIDINHA(O), Sobrinha(o) Roberts.

 

Apareceu parecidinho(a) olê olê olá!
Em uma mistura de sentimentos, digo que a novidade de ter um sobrinha(o) do coração por intermédio da relação de amizade da Parecidinha com o Parecidinho lá pelas bandas da Zona Norte, faz do meu espanto (positivo) em um grande evento.

A primeira imagem que me vem, do Rio Paraíba, das nuvens e céu de Outono, traz o alento de que uma nova vida irá percorrer a sinuosa curva da vida, e, com certeza, repleta de olhar sustentável, natural, artístico e bibliográfico (rssss).

Bem vindo parecidinho ou parecidinha! Algo me diz que vai ser... SURPRESA!!!


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Retrato falado

Após alguns dias de chuva, tinha a chance de uma saída fotográfica para novos cliques com a nova lente teleobjetiva com estabilizador ativo.

Preparei a mochila de campo para o dia em que saio e volto direto para casa.

Estratégia de um ligeiro almoço, pois, a meteorologia era favorável.

Nos primeiros passos, com o prato nas mãos, entre relatos de férias, o novo cardápio de um álbum já impresso de relatos e retratos, se desenhou.

O belo passeio por histórias de vida, da filha, do foco, da velocidade do obturador da alma, da sensibilidade do filme da vida, horas rebobinado, horas revelado, transformou os minutos em um verdadeiro álbum de retratos do timeline do viver.

E um novo livro se desenha: pela lente da filha que começa um novo capítulo, de um novo livro, de uma nova história.

Nosso álbum de fotografia da vida se dá quando "desbobinamos" nossos rolos de histórias e passamos a enrolar mais um pouco de base (não a plástica, nem a do papel... aqui a digital) normalmente flexível e transparente, como no original, e depositamos a emulsão dos sentidos para compor, enfim, o retrato e posteriormente, sua revelação.

Ao som de The love is blind - David Coverdale

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O PARADOXO DO ÓCIO E O RETROCESSO NA TRILHA DE UMA FALSA MODERNIDADE



O mês de julho de 2017 arrastava-se em período de férias escolares dando enquanto alguns jovens, aparentemente recém-habilitados para dirigir, cruzaram a “passarela” ciclo viária da Zona Oeste como que estivessem brincando no game GTA...”, na maior”!
No dia 28 de julho, após o feriado de aniversário da cidade de São José dos Campos, já era possível computar o balanço drástico da busca desenfreada e inconsequente da juventude joseense: divertir-se até a morte!
Assim, mais um jovem de 19 anos, perdeu a vida sentado em sua própria “catapulta”, após uma noite de diversão.
O dia ainda não terminara.
Após rumar para a única trilha que “leva para as Minas Gerais”, livre dos cerceamentos da propriedade privada, me deparei com um “adolescente de meia idade” que guiava jovens para a montanha sem aparente conhecimento dos perigos da natureza selvagem.
Ao chegar no destino para pernoite, me deparei com intrépidos aventureiros irresponsáveis que comparavam a chama da refinaria Henrique Laje com uma espécie de “olho de Thundera”!
Pobre paulista!
O que leva um grupo de jovens entre 20 a 35 anos de idade sair do núcleo urbanizado e acender sua fogueira com querosene, há quase dois mil metros de altitude? Infelizmente, os urbanoides estavam conectados à cidade por um cordão do consumo de derivados do petróleo.
Nosso objetivo de avistar a chuva de meteoritos estava ameaçado por labaredas no pé de uma araucária, pelos gritos de um grupo que perguntava madrugada adentro “Que país é esse?!”.
Infelizmente não sabem onde estão e pra onde vão frente ao país à deriva. Frases como “uso coturno para chutar a boca de comunistas”, retratam o descompasso no tempo, espaço e nas ideias.
E o mês ainda estava por acabar...
Com o nascer o Sol, avistei o complexo do Pico dos Marins e a silhueta da Serra Fina, a qual havia conquistado nos dois primeiros dias do mês corrente.
Minutos depois prestes a descer para missão Limpa-Montanha... não conseguia desgrudar os olhos e ouvidos ao movimento desgovernado dos aventureiros mantidos pela combustão da flora local. Foi então que um dos indivíduos atirou um chinelo em direção ao desfiladeiro da Área de Proteção Permanente do distrito de São Francisco Xavier sepultando ali, qualquer chance de resgate do pedaço de borracha agora condenado a apodrecer por milhares de anos.
A abordagem foi imediata. Perguntei se o rapaz iria buscar o chinelo arremessado. O mesmo disse que sim.
- Então vai! Respondi.
Indaguei a respeito de como podem passar a noite acordado versando frases de inclusão social, de descontentamento se toma atitude anti-cidadã nesse lapso de tempo onde disparou azimutando o próprio município joseense? Em um ano marcado por atos golpistas o instante não foi diferente.
Que futuro resta a esse país que nada contra a maré, que pedala contra a corrente, que atira chinelo contra o vento, que mutila a flora que nos refresca e incendeia o ar que se respira?
Cabem aos coletivos a atitude, união, organização, fiscalização e diálogo com poder público para tentar freiar o pensamento edificado na lógica do capital e do consumo.