domingo, 23 de abril de 2023

"Begê" no rádio, nas estradas e na vida


 

Algumas fontes do Google dizem que BG é:

- Abreviatura de background. Do inglês, fundo ou segundo plano. No áudio, é utilizado para descrever o som em segundo plano.

- Música ou som de fundo. Dá o “clima” e o ritmo da mensagem. BGs cantados ou com instrumentos cantantes (flautas, violinos etc) costumam brigar com a locução.

Hoje ao voltar de um pedal não muito longo porém desafiador, tive essa percepção de ver um casal de bicicleta vinto no sentido contrário: ela Atleta de competição no Mountain Bike e Administradora; Ele,  Biólogo de formação, profissional da aviação, e fotógrafo de Natureza.
Ao ver ela, à frente, me alertando que vinha ciclistas...naquele downhill, pensei...por traz de uma grande ciclista, existe um companheiro, um BG.

O termo BG me veio pro meu dia dia ao interagir como ouvinte de uma grande ou maior emissora que opera em Ondas Curtas em território brasileiro. Entre uma fala e outra, de um ouvinte, há sempre aquela música de fundo que traz profundidade para quem ouve. Traz suspense, traz romance, traz drama, traz gargalhada.

Nesse sentido, a imagem registrada durante a pedalada entre a Estrada do Sertãozinho e a Estrada do Vezpaziano, Área Rural da Zona Norte de São José dos Campos, SP, traz uma leitura: o que ou quem está por detrás de uma lousa dependurada na frente de uma venda ou bar no Bairro da Água Soca com a frase "Temos Queijo"?

Em uma primeira leitura, há um balcão.


Há o leite
, coagulante e é claro, a figura do produtor artesanal.

Após ouvir a entrevista de um morador do interior do Maranhão, cedida para o Programa Nacional Jovem, da Rádio Nacional da Amazônia, digo que atrás de uma paternidade, há, pai e mãe...há afeto, proteção, carinho.

Atrás de cada pauta, há um operador de áudio, há uma equipe responsável por transmitir, retransmitir a fala que chega nas mãos da locutora, atriz, protagonista responsável por formar o elo de amizade, de amor de uma grande rede social, ao vivo.

BG é trilha sonora, para as horas certas e outras incertas.

BG, hoje, é o pano de fundo do realizar a vida.

É apoio, é encorajamento, é a fissão nuclear que nos faz levantar, se vestir de conceitos ainda que necessários, e se despir de outros que colaboram para a desconstrução, também necessária.

BG é amizade verdadeira.

BG é poetizar o dia, seja "Eu de cá, você de lá".

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Levando um país no guidão da bicicleta

O papel social do rádio e de uma emissora de alcance nacional:

Rádio Nacional, no ar, na terra e no guidão da bicicleta!

 


Após alguns anos
colado nos estudos do rádio
ouvi histórias,
memórias,
notícias,
recados de vida,
recados de alerta
recados de procura
e não há como não conter
a paixão por esse meio
que é o início, o meio e o fim
de uma tese
da vida.

Minha gratidão imensa
na semana
em que cheguei na Nacional.



Rádio Nacional da Amazônia, 11.780kHz e 6.180 kHz (Ondas Curtas)

 




sábado, 17 de abril de 2021

Trilha sonora dos pedais inesquecíveis

Enquanto trilho atualmente entre artigos e muitas leituras,
em tempos de pandemia,
um som pra aqueles pedais inesquecíveis
 






terça-feira, 10 de novembro de 2020

Sem mandamentos - Oswaldo Montenegro

 

Sem Mandamentos - Oswaldo Montenegro - YouTube

Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos e serenos, de palavras soltas
Quero a rua toda parecendo louca
Com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje eu quero ver a bola da criança livre
Quero ver os sonhos todos nas janelas
Quero ver vocês andando por aí
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
Quero ver meu coração no seu sorriso
E no olho da tarde a primeira luz
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
Quero um carnaval no engarrafamento
E que dez mil estrelas vão riscando o céu
Buscando a sua casa no amanhecer
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
Rasgar a noite escura como um lampião
Vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
Pra escrever a música sem pretensão
Quero que as buzinas toquem flauta doce
Que triunfe a força da imaginação
Eu vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
Pra escrever a música sem pretensão
Quero que as buzinas toquem flauta doce
E que triunfe a força
Da imaginação

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Das ondas do rádio, a oração do amigo Guaracy, ao mantra, ao comentário, a minha janela e de volta ao Blog


No universo dos estudos atuais, da construção diária da cidadania, ouço a oração do amigo Guaracy Júnior que remete ao Mantra que há aproximados dez anos atrás, ficou eternizado em post que revisitei hoje, em plena quarta-feira de cinzas... cinzas do que passou e que semeia o hoje, o amanhã.
Ao redigir a devolutiva, recebo em minha paisagem da janela, um visitante que coloriu o céu chuvoso e me fez companhia por uns 5 minutos.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Tobinho, um companheiro

Foram inúmeras as formas carinhosas de te chamar nesse período de sete anos que você fez parte da minha vida e deixou um grande ensinamento de amor incondicional.

Tobi, Tobinho, Chewbaquinha, Peludinho, Bola de pelo, Fedidão, Mijão...e outros.

Você viverá eternamente em nossos corações: meu e da sua mamãe.

Trouxe-me uma nova percepção de mundo e de valorizar o convívio entre os casais, companheiros e com os seres vivos.

Você é uma nova estrela a brilhar no céu dos cachorrinhos!


terça-feira, 10 de abril de 2018

PARECIDINHA(O), Sobrinha(o) Roberts.

 

Apareceu parecidinho(a) olê olê olá!
Em uma mistura de sentimentos, digo que a novidade de ter um sobrinha(o) do coração por intermédio da relação de amizade da Parecidinha com o Parecidinho lá pelas bandas da Zona Norte, faz do meu espanto (positivo) em um grande evento.

A primeira imagem que me vem, do Rio Paraíba, das nuvens e céu de Outono, traz o alento de que uma nova vida irá percorrer a sinuosa curva da vida, e, com certeza, repleta de olhar sustentável, natural, artístico e bibliográfico (rssss).

Bem vindo parecidinho ou parecidinha! Algo me diz que vai ser... SURPRESA!!!


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Retrato falado

Após alguns dias de chuva, tinha a chance de uma saída fotográfica para novos cliques com a nova lente teleobjetiva com estabilizador ativo.

Preparei a mochila de campo para o dia em que saio e volto direto para casa.

Estratégia de um ligeiro almoço, pois, a meteorologia era favorável.

Nos primeiros passos, com o prato nas mãos, entre relatos de férias, o novo cardápio de um álbum já impresso de relatos e retratos, se desenhou.

O belo passeio por histórias de vida, da filha, do foco, da velocidade do obturador da alma, da sensibilidade do filme da vida, horas rebobinado, horas revelado, transformou os minutos em um verdadeiro álbum de retratos do timeline do viver.

E um novo livro se desenha: pela lente da filha que começa um novo capítulo, de um novo livro, de uma nova história.

Nosso álbum de fotografia da vida se dá quando "desbobinamos" nossos rolos de histórias e passamos a enrolar mais um pouco de base (não a plástica, nem a do papel... aqui a digital) normalmente flexível e transparente, como no original, e depositamos a emulsão dos sentidos para compor, enfim, o retrato e posteriormente, sua revelação.

Ao som de The love is blind - David Coverdale

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O PARADOXO DO ÓCIO E O RETROCESSO NA TRILHA DE UMA FALSA MODERNIDADE



O mês de julho de 2017 arrastava-se em período de férias escolares dando enquanto alguns jovens, aparentemente recém-habilitados para dirigir, cruzaram a “passarela” ciclo viária da Zona Oeste como que estivessem brincando no game GTA...”, na maior”!
No dia 28 de julho, após o feriado de aniversário da cidade de São José dos Campos, já era possível computar o balanço drástico da busca desenfreada e inconsequente da juventude joseense: divertir-se até a morte!
Assim, mais um jovem de 19 anos, perdeu a vida sentado em sua própria “catapulta”, após uma noite de diversão.
O dia ainda não terminara.
Após rumar para a única trilha que “leva para as Minas Gerais”, livre dos cerceamentos da propriedade privada, me deparei com um “adolescente de meia idade” que guiava jovens para a montanha sem aparente conhecimento dos perigos da natureza selvagem.
Ao chegar no destino para pernoite, me deparei com intrépidos aventureiros irresponsáveis que comparavam a chama da refinaria Henrique Laje com uma espécie de “olho de Thundera”!
Pobre paulista!
O que leva um grupo de jovens entre 20 a 35 anos de idade sair do núcleo urbanizado e acender sua fogueira com querosene, há quase dois mil metros de altitude? Infelizmente, os urbanoides estavam conectados à cidade por um cordão do consumo de derivados do petróleo.
Nosso objetivo de avistar a chuva de meteoritos estava ameaçado por labaredas no pé de uma araucária, pelos gritos de um grupo que perguntava madrugada adentro “Que país é esse?!”.
Infelizmente não sabem onde estão e pra onde vão frente ao país à deriva. Frases como “uso coturno para chutar a boca de comunistas”, retratam o descompasso no tempo, espaço e nas ideias.
E o mês ainda estava por acabar...
Com o nascer o Sol, avistei o complexo do Pico dos Marins e a silhueta da Serra Fina, a qual havia conquistado nos dois primeiros dias do mês corrente.
Minutos depois prestes a descer para missão Limpa-Montanha... não conseguia desgrudar os olhos e ouvidos ao movimento desgovernado dos aventureiros mantidos pela combustão da flora local. Foi então que um dos indivíduos atirou um chinelo em direção ao desfiladeiro da Área de Proteção Permanente do distrito de São Francisco Xavier sepultando ali, qualquer chance de resgate do pedaço de borracha agora condenado a apodrecer por milhares de anos.
A abordagem foi imediata. Perguntei se o rapaz iria buscar o chinelo arremessado. O mesmo disse que sim.
- Então vai! Respondi.
Indaguei a respeito de como podem passar a noite acordado versando frases de inclusão social, de descontentamento se toma atitude anti-cidadã nesse lapso de tempo onde disparou azimutando o próprio município joseense? Em um ano marcado por atos golpistas o instante não foi diferente.
Que futuro resta a esse país que nada contra a maré, que pedala contra a corrente, que atira chinelo contra o vento, que mutila a flora que nos refresca e incendeia o ar que se respira?
Cabem aos coletivos a atitude, união, organização, fiscalização e diálogo com poder público para tentar freiar o pensamento edificado na lógica do capital e do consumo.

E se disser que não contornei: atravessei meus limites de forma inimaginável!


quarta-feira, 8 de março de 2017

Entre os campos, vales, ares... da terra, da filha, da vida


Entre um ano e outro
da torrencial desaceleração
de posts, da plataforma
a redação é, hoje, mais edição.

Talvez o tempo seja de edição mesmo...
De convidar, avaliar, revisar, apontar, considerar, rejeitar, aceitar e publicar.

A cada dia
Cada nascer de um novo Sol
E pôr de uma velha Lua
O ser caminha entre os eixos
dos pais, filhos, sobrinhos, vida profissional, afetiva.
Essa é a engenharia da vida, humanizada, sempre!

O corpo físico a se cuidar
e a essência dentro disso tudo
sempre a ser alimentda com o néctar do que nos faz
simplesmente SER.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Mesmo como um grão de areia no céu, seguro-te no olhar




O hábito de criança de reconhecer aviões no céus de São José dos Campos não me fez diferente no instante em que você finda uma etapa de jovem, adolescente, feminista, secundarista.
Entre o radar e a escuta da torre de controle do aeroporto de Guarulhos aguardava a decolagem do vôo ONE6356 com destino a Salvador.

Após acompanhar sua aproximação para bloqueio com o aeroporto da cidade (SBSJ) fui pra janela em busca da aeronave. Assim que avistada, foquei meu coração e, nesse instante, passou um filme de toda sua vida minha filha, diante da janela de minha sala de trabalho.

A sensação de avistar a aeronave como um pequeno grão de areia, talvez como assim te sinto em minhas mãos, frente à sua conquista da maturidade com inúmeros desencontros, desentendimentos e distanciamentos que prosseguem, meu amor e carinho por ti não há de cessar, nem meu radar por te guiar até meus últimos instantes terrenos.

Me recordo da terceira valsa de sua formatura e é com ela que resumo toda a nossa história...suave, bela, doce como um belo filme clássico da Sessão da Tarde em dia de feriado.

Te amo muito filha!

Seu pai, daqui de baixo, ouve agora a canção "Voces de Primavera" de Johan Strauss Jr., canção que parece ser aquela que me levará para as nuvens do céu.

És o pequeno grão de areia que não arranha meus olhos mas que dentro do meu coração alicerça um grande sentimento profundo de amor.

sábado, 6 de agosto de 2016

Vander Lee




Me recordo de quanto esperávamos pela visita do maior poeta de Minas Gerais no Sesc SJCampos.
Quantas vezes minha amiga Adriana Oliveira me falava e esperava pela grande hora. "Vamos pedir no Voz Ativa!".

Enfim, na primeira fila, tive o privilégio de ver esse ser "constelado" de romantismo.
Não houve como não se sensibilizar. Parecia miragem: ver tanta poesia escancarada de bonita em um único músico, compositor e mineiro que só.
Em "Românticos", ahhh, ali tentei muito não inundar o chão...impossível.
Partidas de grandes heróis como Jair Rodrigues, Inezita Barroso, José Rico e David Bowie são, até certo ponto, aceitáveis.
De Vander Lee, vai ser.
Obrigado pela obra, pela poesia e pela pose que ganhei de presente em 17/11/2012.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Rolando a prosa e a arte de Boldrin

Nesse mês em que não visitei o mestre Rolando Boldrin em gravação no Sesc Pompéia

recebo sua visita nas ondas do Rádio AM da Cultura.
Salve Salve poesia caipira a brilhar em nossos corações.



Super recomendo a emissora Cultura AM de São Paulo: 
http://tunein.com/radio/R%C3%A1dio-Cultura-Brasil-1200-s2882/

sábado, 21 de maio de 2016

Vem dançar - Dia do Desafio 2016


A aula tem o objetivo de proporcionar experiências rítmicas em diferentes estilos musicais e desenvolver a consciência corporal por meio dos movimentos básicos da dança.

Ginásio. Vagas limitadas. Grátis.
Senhas no local com 30 minutos de antecedência



domingo, 29 de novembro de 2015

MEUS DOMINGOS NÃO SÃO MAIS OS MESMOS



 Há quase dois meses vivo um LUTO nas manhãs de domingo.
O único dia da semana que não trabalho pela manhã, é também, o dia que mais tenho (tinha) o prazer de acordar cedinho e ouvir a voz do jornalista Geraldo Nunes, pela então, Rádio Estadão, reduziu-se ao silêncio.
Já havia percebido que não só o programa Estadão Acervo como também outros haviam sido ceifados do ar. Acompanhava desde meados de 1997 o jornalista na antiga Rádio Eldorado também a bordo do meu velho Besouro Branco (Volks 1970).
Enfim, minhas manhãs de domingo despertam no silêncio. Antes de minhas atividades de bike, corrida ou então aqueles dias em que degustamos o viver o próprio lar, o programa era meu despertador natural.
Nasci rodeado por tios e pais que tinham o rádio como grande meio de informação. Faço votos para que esse brilhante jornalista consiga seu espaço merecido nas ondas do rádio desse Brasil.
Sou filho, sobrinho e neto da ERA DO RÁDIO e não quero perder essa propriedade no meu próprio DNA. TV é só pra assistir a TV Cultura ou algum DVD.
Meus domingos não são mais os mesmos não é por não ter mais Domingo no Parque, Os Trapalhões...meus domingos não são mais os mesmos pois perdi meu maior nome e referência do rádio de minha geração... por enquanto, com certeza.
Deixo aqui meu relato de indignação: trocar o trabalho belíssimo de história, cultura, memória em troca de melodias feitas, é colaborar para uma nação sem reflexão.
Menos Black Friday
Mais Sunday Morning!

Leia também:

http://portalimprensa.com.br/noticias/brasil/74631/apos+incluir+musica+na+grade+radio+estadao+demite+funcionarios+e+fecha+area+de+esportes

terça-feira, 21 de abril de 2015

Amyr Klink no Roda Viva - 20/04/2015


Já está no ar o diálogo com o navegador dos mares e desbravador da curiosidade Amyr Klink.
Adepto a cultura da mobilidade fluvial/oceânica procura hoje preservar a memória da construção naval brasileira assolada por pactos contra a cultura regional, e, consequentemente, a favor do carro como meio de transporte. Para ele o desafio da mobilidade é de ordem estrutural.
Um inquieto brasileiro que se aventura radicalmente nas cidades do Brasil e traz provocações para se pensar no futuro através da leitura (mesmo em alto mar) de Morte e Vida nas Grandes Cidades de Jane Jacobs.
Um cidadão que tenta sobreviver no mar revolto das cidades e busca a calmaria ao desbravar oceanos.

Assista em:
http://tvcultura.cmais.com.br/rodaviva/programas/roda-viva-amyr-klink-20-04-2015-bloco-1